Guia Tipoalfa
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A Saga da Gráfica Tipoalfa

 

Início de 1983: Angelo e Artur chegavam a Nova Xavantina-MT; cada um a seu modo, com seus motivos e sem se conhecerem. Era final de janeiro, época de chuva brava. A estrada, um barro só: 330 km desde Iporá-GO onde terminava o asfalto. Dois dias de viagem se não rodasse nenhuma ponte. Os dois futuros sócios vinham de São Paulo. Artur, gráfico de nascença, Angelo, engenheiro mecânico de formação. Bons empregos ficando para trás. Angelo, gerente de manutenção da Zanini em Sertãozinho; Artur, publicitário da Mercedes-Benz em São Bernardo do Campo.

Cada um chegou como pode, baldeando a mudança, pegando carona em caminhão, teco-teco, barco, ônibus, até finalmente chegarem à beira do Rio das Mortes. Filhos pequenos, mulher, gato. A família toda junto.

Na falta do que fazer, lá foram os dois futuros sócios dar aula na Escola JK. O emprego não era assim dos melhores: salário, não sabiam quanto seria, nem quando receberiam, ou mesmo se receberiam. Como professores, certamente não teriam muito futuro, mesmo porque as famílias tinham o hábito certo de comer todo dia.

Havia uma pequena gráfica na cidade, Gráfica Cometa, com 2 impressoras minervas, formato 4 e formato 8, com o prazo de validade vencido a muito. As fontes de letras arredondadas e gastas, a grampeadeira manual coitada, fazia o que podia. A guilhotina facão tinha vários esquadros e o operador tinha que ser bom e “pesado” para conseguir tirar o serviço.

A compra da gráfica foi em Junho de 1983: entrada mais uma prestação para dali a 6 meses. E lá se foram as reservas da indenização, do fundo de garantia, os carros, o gato, etc.

A energia na cidade, algumas poucas horas no dia. Um gerador velho junto com muita reza, garantia o resto da produção diária. O problema era colocar aquele bendito gerador para trabalhar; ligar aquele motor não era para qualquer um.

A matéria prima demorava quinze dias para chegar, quando chegava inteira. O pedido era feito no único telefone da cidade, em meio aos gritos de garimpeiros vendendo ouro, compradores de gado negociando, fazendeiros pedindo semente, e do Bradesco passando as ordens de pagamento.

A família assustada; mas os dois não se assustavam com pouca coisa. A prestação da gráfica vencendo dali a 6 meses, não havia tempo a perder. A cidade tinha pouco serviço. Sair em uma Kombi vendendo impressos para as cidades vizinhas foi a solução: Água Boa, Campinápolis, Canarana, Cascalheira. Vendendo não era bem o termo, o pessoal é que comprava pois era a única gráfica na reta depois de Barra do Garças-MT até Vila Rica-MT. Não havia concorrência, nem cheque pré-datado. Era tudo no dinheiro vivo ou no fio do bigode da próxima viagem.

Depois foi chegando o asfalto, a energia o dia inteiro, água tratada na torneira, telefone; e junto com tudo isso, a concorrência, os picaretas, os Finames, os FCO e outras encrencas. As máquinas eram outras. A guilhotina nova tinha até esquadro certinho; foi difícil o pessoal se acostumar; impressoras off-set, computadores, grampeadeira Miruna das boas, equipe treinada, qualidade elogiada.

Após alguns anos, surgiu o Guia Tipoalfa de Nova Xavantina, do jeito Tipoalfa de fazer as coisas: bem feito, com informações confiáveis, papel e impressão de qualidade. Coisa tão boa que a dose foi sendo repetida com sucesso em outras cidades do centro-oeste, já tendo mais de 30 guias realizados.

2008, um ano muito especial. 25 anos de Gráfica Tipoalfa e outros tantos de Guia Tipoalfa; graças a uma clientela bem atendida e satisfeita, que é certamente a maior recompensa de toda essa história!